Por que dois imóveis na mesma cidade podem valorizar de formas completamente diferentes?

Vista aérea de prédios residenciais premium no litoral de Balneário Piçarras ao entardecer
CILL Construtora — Balneário Piçarras

O mercado pode ser o mesmo. A cidade pode ser a mesma. Mas, quando se trata de imóveis, os resultados raramente são iguais.

À primeira vista, a lógica parece simples: se uma cidade cresce, os imóveis localizados nela se valorizam. Mas o mercado imobiliário não funciona de maneira tão linear.

Dentro de um mesmo município, dois apartamentos podem seguir trajetórias completamente distintas. Um deles pode registrar uma valorização expressiva, despertar o interesse de compradores e apresentar boa liquidez. O outro, mesmo localizado a poucos quilômetros de distância, pode permanecer anos no mercado sem alcançar o mesmo desempenho.

A explicação está nos detalhes — e, principalmente, na combinação entre eles.

Localização, infraestrutura urbana, escassez de terrenos, qualidade construtiva, vista, mobilidade, funcionalidade da planta e gestão do condomínio ajudam a definir não apenas quanto um imóvel vale hoje, mas também o quanto ele poderá continuar sendo desejado no futuro.

A valorização, portanto, não acontece por acaso. Ela começa muito antes da entrega das chaves.

Os índices mostram o movimento do mercado, mas não contam toda a história

Nos 12 meses encerrados em abril de 2026, o Índice FipeZAP de Venda Residencial registrou uma alta média de 5,63% nos preços dos imóveis residenciais monitorados no Brasil.

Em Florianópolis, a valorização chegou a 7,97% no mesmo período. O resultado reforça a força do mercado imobiliário catarinense, impulsionado por fatores como qualidade de vida, crescimento urbano, geração de empregos e procura por imóveis em regiões litorâneas.

Esses números ajudam a compreender a direção do mercado. Mas médias não revelam tudo.

Elas reúnem imóveis de diferentes bairros, padrões construtivos, idades, plantas e condições de conservação. Dentro de uma mesma cidade, algumas regiões podem valorizar acima da média, enquanto outras permanecem praticamente estáveis.

A mesma diferença pode existir dentro de um único empreendimento.

Andar, posição solar, vista, ventilação, privacidade, distribuição dos ambientes e quantidade de vagas de garagem podem fazer com que duas unidades aparentemente semelhantes tenham níveis distintos de procura.

A pergunta, portanto, não deve ser apenas: quanto os imóveis desta cidade estão valorizando?

A questão mais importante é outra:

O que faz este imóvel continuar relevante e desejado ao longo do tempo?

Localização não é apenas endereço

Quando se fala em localização, é comum pensar imediatamente na proximidade com o centro, com a praia ou com uma avenida importante.

Mas uma localização de qualidade é resultado de um conjunto muito mais amplo de fatores.

Ela envolve a facilidade para acessar escolas, mercados, serviços de saúde, restaurantes, áreas de lazer e vias de deslocamento. Envolve também segurança, mobilidade, infraestrutura e a maneira como aquela região se integra à rotina das pessoas.

Um imóvel bem localizado reduz distâncias, simplifica o cotidiano e amplia as possibilidades de uso.

Há ainda um aspecto que nem sempre aparece nas fotografias de divulgação: o futuro do entorno.

Novas vias, obras de saneamento, revitalizações urbanas, parques, investimentos públicos e a chegada de novos serviços podem transformar profundamente uma região.

Por isso, uma boa localização não deve ser analisada apenas pelo que existe hoje. É preciso observar o que está sendo construído ao redor — e o que poderá acontecer nos próximos anos.

A cidade também participa da valorização

Nenhum imóvel existe de maneira isolada.

O valor de uma propriedade é influenciado pela qualidade da cidade e do bairro em que ela está inserida. Saneamento, drenagem, pavimentação, iluminação pública, mobilidade, conectividade e preservação dos espaços urbanos afetam diretamente a experiência dos moradores.

No litoral, essa relação se torna ainda mais evidente.

Municípios que crescem com planejamento, ampliam sua infraestrutura e preservam seus atributos naturais tendem a atrair um público mais exigente. E quanto maior a procura por determinada região, maior pode ser a pressão sobre os preços dos imóveis.

Crescer, no entanto, não é suficiente.

O crescimento precisa ser acompanhado por infraestrutura e organização urbana. Caso contrário, problemas como congestionamentos, alagamentos, falta de serviços e ocupação desordenada podem reduzir a atratividade de uma área.

A cidade ajuda a construir o valor de um imóvel. E a forma como ela se desenvolve pode determinar se esse valor será preservado ou comprometido.

O que é raro tende a ser mais disputado

No mercado imobiliário, algumas características podem ser reproduzidas. Outras não.

Acabamentos podem ser substituídos. Ambientes podem ser reformados. Tecnologias podem ser atualizadas.

Mas não é possível recriar um terreno com localização privilegiada, orientação solar favorável, vista preservada ou proximidade com elementos naturais e urbanos desejados.

À medida que uma região se consolida, terrenos com essas características tornam-se mais escassos.

Essa escassez, quando acompanhada por procura, cria diferenciação. E aquilo que é desejado, mas difícil de substituir, tende a manter maior relevância ao longo do tempo.

No litoral, esse fenômeno pode ser ainda mais perceptível. Terrenos bem posicionados, especialmente em áreas centrais ou próximas ao mar, tornam-se progressivamente mais raros à medida que a cidade se verticaliza.

É nesse encontro entre escassez e demanda que muitas valorizações começam a ser construídas.

A qualidade aparece com o passar dos anos

No lançamento de um empreendimento, praticamente tudo é novo. As imagens são atraentes, os materiais estão preservados e as áreas comuns ainda não passaram pelo desgaste do uso cotidiano.

É o tempo que revela a verdadeira qualidade de uma construção.

Impermeabilização, conforto acústico, instalações elétricas e hidráulicas, esquadrias, revestimentos, fachadas e acabamento interferem diretamente na durabilidade de um imóvel.

No litoral, esses cuidados são ainda mais importantes. A maresia, a umidade e as condições climáticas exigem materiais adequados, manutenção preventiva e soluções construtivas compatíveis com a região.

Um empreendimento que envelhece bem preserva sua imagem, sua funcionalidade e a experiência dos moradores.

Já imóveis que apresentam problemas precoces podem perder competitividade, mesmo quando estão localizados em regiões valorizadas.

É por isso que a análise do histórico da construtora se torna fundamental. Mais do que conhecer o projeto que ainda será executado, o comprador precisa observar aquilo que a empresa já entregou e como esses empreendimentos se comportaram ao longo dos anos.

Nem todos os metros quadrados entregam o mesmo valor

O tamanho de um imóvel é importante. Mas ele não conta toda a história.

Uma planta bem projetada pode proporcionar mais conforto, integração e funcionalidade do que uma unidade maior, mas com circulação excessiva ou ambientes mal distribuídos.

Vista, posição solar, ventilação, privacidade e ruídos externos também influenciam a percepção de valor.

Em alguns casos, apartamentos dentro de um mesmo edifício podem alcançar preços diferentes justamente por causa desses atributos.

Uma unidade mais alta, com melhor incidência solar ou vista preservada, pode despertar maior interesse do que outra com a mesma metragem e o mesmo padrão de acabamento.

No mercado imobiliário, valor e tamanho nem sempre caminham na mesma proporção.

Mobilidade também é patrimônio

Uma região pode ser bonita e bem estruturada, mas perder atratividade quando o acesso se torna difícil.

Mobilidade envolve a facilidade para entrar e sair do bairro, acessar as principais vias, caminhar até serviços e reduzir deslocamentos cotidianos.

Em cidades que crescem rapidamente, esse fator ganha ainda mais importância.

Regiões com acessos bem planejados tendem a preservar sua conveniência. Já áreas submetidas a congestionamentos frequentes ou com pouca conexão com o restante da cidade podem enfrentar limitações.

Quanto mais simples e funcional for a rotina proporcionada pelo endereço, maior tende a ser o interesse de futuros moradores.

E imóveis que permanecem desejados também costumam apresentar maior liquidez.

A valorização continua depois da entrega

A qualidade do empreendimento é definida durante o projeto e a construção. Mas a preservação desse patrimônio depende, em grande parte, da gestão do condomínio.

Manutenção de fachadas, elevadores, equipamentos, jardins, piscinas, sistemas de segurança e áreas de convivência exige organização e planejamento.

Condomínios bem administrados preservam os espaços, evitam problemas maiores e ajudam a manter o empreendimento competitivo.

Por outro lado, a falta de manutenção, o descontrole financeiro e a deterioração das áreas comuns podem comprometer a imagem do edifício e reduzir a atratividade das unidades.

A valorização, portanto, é uma construção contínua.

Ela começa com a escolha do terreno e a qualidade da obra, mas precisa ser sustentada pela forma como o patrimônio coletivo será cuidado depois da entrega.

Um caso concreto no CILL Boulevard

A diferença entre a média do mercado e o desempenho de um imóvel específico pode ser observada em uma unidade do CILL Boulevard, empreendimento entregue pela CILL Construtora em Balneário Piçarras.

Um apartamento de final 04 foi adquirido no dia 2 de fevereiro de 2021, pelo valor de R$ 666.000,00.

Em 2026, durante o processo de transmissão da propriedade, a Prefeitura Municipal atribuiu à mesma unidade o valor de R$ 1.400.000,00 para fins de cálculo do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI.

A diferença entre o valor original de aquisição e a avaliação municipal foi de R$ 734.000,00.

Em termos percentuais, isso representa uma elevação de aproximadamente 110,21% no período.

Evolução da referência de valor

O número chama a atenção por outro motivo.

A avaliação municipal utilizada para fins tributários não representa, necessariamente, o maior preço que o imóvel poderia alcançar em uma negociação entre comprador e vendedor.

Em muitas situações, o valor fiscal é mais conservador do que o valor efetivamente praticado no mercado. Isso significa que os R$ 1.400.000,00 constituem uma referência oficial, mas não necessariamente o limite de mercado da unidade.

O preço de uma venda depende de fatores como estado de conservação, melhorias realizadas, procura, disponibilidade de imóveis semelhantes, forma de pagamento e momento da negociação.

Ainda assim, a comparação demonstra uma evolução patrimonial expressiva a partir de um parâmetro objetivo.

Os 110,21% não representam uma promessa de valorização para outros imóveis, nem podem ser atribuídos a apenas um fator. O resultado reúne o momento da aquisição, o desenvolvimento de Balneário Piçarras, a localização, o padrão construtivo, as características da unidade e a consolidação do CILL Boulevard após sua entrega.

O caso mostra, na prática, por que imóveis localizados na mesma cidade podem seguir trajetórias tão diferentes.

“A valorização não é construída por um único detalhe. Ela nasce da escolha do terreno, da qualidade do projeto, do cuidado durante a execução e da capacidade de entregar um imóvel que continue fazendo sentido para as pessoas com o passar dos anos.”

Leila Cristina Martins, sócia da CILL Construtora

Escolher bem continua sendo o ponto de partida

Não existe uma fórmula capaz de garantir quanto um imóvel irá valorizar.

O mercado é influenciado por ciclos econômicos, taxas de juros, oferta de crédito, mudanças urbanas e novas necessidades dos compradores.

Mas existem critérios que ajudam a tornar uma escolha mais segura.

Antes da aquisição, é importante observar a localização, a infraestrutura urbana, os projetos previstos para a região, a disponibilidade de terrenos semelhantes, a funcionalidade da planta, a qualidade construtiva e o histórico da empresa responsável pelo empreendimento.

Também devem ser considerados a vista, a posição solar, a mobilidade, os custos do condomínio e a capacidade de aquela unidade permanecer atraente para diferentes perfis de moradores.

Comprar um imóvel é escolher um lugar para viver. Mas também é definir onde uma parcela importante do patrimônio será mantida ao longo dos anos.

O valor que permanece

Os índices mostram que o mercado imobiliário brasileiro e catarinense continua em movimento.

Mas os melhores resultados não surgem apenas porque os preços médios de uma cidade aumentaram.

Eles dependem da capacidade de reconhecer imóveis que reúnam qualidades relevantes no presente e difíceis de substituir no futuro.

Na CILL, cada empreendimento nasce de uma análise criteriosa do terreno, da localização, do projeto, da experiência de morar e da qualidade necessária para atravessar o tempo.

Porque valor não é apenas o preço atribuído a um imóvel em determinado momento.

Valor é aquilo que permanece desejado, bem cuidado e relevante ao longo dos anos.

CILL Construtora

Edificando ideias, concretizando sonhos.

Fonte dos dados de mercado: Índice FipeZAP de Venda Residencial — abril de 2026.

Nota: o exemplo do CILL Boulevard considera o valor de aquisição informado e a avaliação municipal utilizada para fins de ITBI. O valor tributário não substitui uma avaliação mercadológica técnica e não representa garantia de preço em uma eventual negociação.

Sumário

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